Potiguar retorna ao Arnold Classic em busca de novo destaque no fisiculturismo
Atleta potiguar Hebert Richards volta ao Arnold Classic South America após título na calistenia e inicia nova fase no fisiculturismo.
Foto: Reprodução O atleta potiguar Hebert Richards volta a competir no Arnold Classic South America, um dos maiores eventos de fisiculturismo do mundo, realizado neste fim de semana em São Paulo. Após conquistar o título sul-americano na calistenia em 2024, ele retorna ao palco agora com um novo objetivo: ganhar destaque na modalidade de fisiculturismo.
Mais do que uma competição, o retorno ao Arnold tem significado simbólico para o atleta. Antes mesmo de iniciar sua carreira esportiva, Hebert já acompanhava campeonatos como o Mr. Olympia, alimentando uma paixão que mais tarde se transformaria em profissão. “Sempre tive essa paixão pelo fisiculturismo, mas nunca imaginei que um dia faria parte disso”, relembra.
Desde a infância, o esporte esteve presente em sua rotina. Incentivado pela mãe, Hebert começou a praticar atividades físicas ainda jovem, especialmente após enfrentar problemas com sobrepeso. Aos 15 anos, quando pesava cerca de 105 quilos, decidiu ingressar no Exército — decisão que marcou o início de sua transformação física e o contato com a calistenia.
Durante cerca de quatro anos dedicados à modalidade, ele passou por competições regionais, nacionais e sul-americanas até alcançar o auge da carreira ao conquistar o título no Arnold Classic. No entanto, uma lesão no antebraço interrompeu o ciclo competitivo e exigiu uma mudança de trajetória.
A musculação surgiu inicialmente como tratamento médico para evitar cirurgia, mas acabou se transformando em um novo caminho esportivo. Em apenas seis meses de preparação, Hebert decidiu estrear no fisiculturismo — e conseguiu bons resultados logo nas primeiras competições.
Segundo o atleta, a experiência na calistenia contribuiu diretamente para sua adaptação à nova modalidade. “Meu corpo já tinha base, consciência corporal e resistência, o que facilitou esse recomeço”, explica.
A mudança para o fisiculturismo exigiu também uma nova rotina alimentar, marcada por maior controle e restrição calórica. O desafio foi ainda maior fora dos treinos: sem patrocínio, Hebert precisa conciliar o trabalho com a rotina intensa de preparação física e custos das competições.
Mesmo diante das dificuldades, o retorno ao Arnold Classic representa um novo capítulo em sua carreira. Para o atleta, mais importante que o resultado final é a superação diária. “A vontade de vencer vai além do campeonato. É vencer o dia, vencer o cansaço e provar para mim mesmo que sou capaz”, afirma.






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