Justiça retoma júri de acusados pela morte de comerciante em Natal
Julgamento envolve seis réus, incluindo familiares da vítima, e deve ser concluído até terça-feira (28), no Fórum Miguel Seabra Fagundes.
Foto: José Aldenir / Agora RN A Justiça do Rio Grande do Norte retomou nesta segunda-feira (27) o julgamento de seis pessoas acusadas de envolvimento na morte da comerciante Pollyana Nataluska Costa de Medeiros, de 22 anos, em Natal. Entre os réus estão a irmã e o cunhado da vítima. O júri ocorre no Fórum Miguel Seabra Fagundes, no bairro Lagoa Nova, e a previsão é que a sessão seja concluída até esta terça-feira (28), sob a presidência do juiz Valter Flor.
O julgamento havia sido iniciado anteriormente, mas foi suspenso após um dos jurados sofrer um infarto durante a sessão. Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), o crime teria sido motivado por disputa por herança. Além dos familiares da vítima, um sargento da Polícia Militar é apontado como integrante do grupo de mandantes, responsável por contratar os executores do homicídio.
Ainda conforme as investigações, outros acusados incluem os dois ocupantes da motocicleta utilizada na ação criminosa — sendo um deles o autor dos disparos — além do proprietário do veículo usado no crime. Os suspeitos chegaram a ser presos durante o andamento das investigações, mas atualmente respondem ao processo em liberdade.
Crime ocorreu dentro de loja na Zona Norte
A comerciante Pollyana Nataluska foi morta a tiros dentro de uma loja de parafusos e materiais de construção localizada no bairro Nossa Senhora da Apresentação, na Zona Norte de Natal, no dia 18 de maio de 2021.
De acordo com testemunhas, dois homens chegaram ao local por volta das 10h30 em uma motocicleta. Após entrarem no estabelecimento, ordenaram que os funcionários saíssem do local, conduziram a vítima até os fundos da loja e efetuaram um disparo na nuca. Em seguida, os suspeitos fugiram.
O caso foi investigado no âmbito da Operação Off Road, conduzida pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte. Após a conclusão do inquérito policial, os suspeitos foram denunciados pelo Ministério Público, que apontou a existência de um esquema planejado para executar a comerciante. O andamento do julgamento é acompanhado por familiares da vítima e autoridades do sistema de Justiça.






COMENTÁRIOS