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Bancada do RN vota unida a favor da PEC que acaba com escala 6x1

Todos os deputados federais potiguares presentes na votação apoiaram proposta que reduz jornada semanal para 40 horas sem corte salarial


Bancada do RN vota unida a favor da PEC que acaba com escala 6x1 Foto: Reprodução.

A bancada federal do Rio Grande do Norte votou de forma unânime a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim gradual da escala 6x1 e reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, sem redução salarial. A proposta foi aprovada em dois turnos pela Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (27) e agora segue para análise do Senado Federal.

No primeiro turno, o texto recebeu 472 votos favoráveis e 22 contrários. Já na segunda votação, foram 461 votos a favor e 19 contra. A PEC estabelece uma transição gradual para a adoção da escala de cinco dias de trabalho e dois de descanso, garantindo ainda duas folgas semanais, sendo uma preferencialmente aos domingos.

Confira como votou a bancada potiguar na Câmara dos Deputados:

  • Benes Leocádio (União Brasil-RN) — votou sim;
  • Carla Dickson (PL-RN) — votou sim;
  • Fernando Mineiro (PT-RN) — votou sim;
  • General Girão (PL-RN) — votou sim;
  • João Maia (PP-RN) — votou sim;
  • Natália Bonavides (PT-RN) — votou sim;
  • Robinson Faria (PP-RN) — votou sim;
  • Sargento Gonçalves (PL-RN) — votou sim.

A proposta aprovada determina a redução da jornada máxima semanal para 40 horas, mantendo os salários atuais dos trabalhadores. O texto também estabelece regras de transição para adaptação das empresas e dos setores produtivos às novas exigências trabalhistas.

A PEC foi construída a partir da unificação de diferentes propostas que já tramitavam na Câmara e contou com acordo entre lideranças partidárias e o governo federal antes da votação em plenário.

Durante os debates, parlamentares favoráveis defenderam que a medida pode ampliar a qualidade de vida dos trabalhadores, aumentar o tempo de convivência familiar e modernizar as relações de trabalho no país. Já deputados contrários alertaram para possíveis impactos econômicos, aumento de custos operacionais para empresas e reflexos no mercado de empregos.

Para entrar em vigor, a PEC ainda precisa ser aprovada em dois turnos pelo Senado Federal.




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