URGENTE - Morre Gilson, cantor potiguar que eternizou o sucesso “Casinha Branca”
Artista nascido em Macau, no Rio Grande do Norte, ficou conhecido nacionalmente pela canção que marcou gerações e integrou a trilha sonora de novela da TV brasileira.
O Rio Grande do Norte perdeu neste sábado (30) um de seus nomes mais marcantes da música popular brasileira. Morreu o cantor e compositor potiguar Gilson Vieira da Silva, conhecido nacionalmente pelo sucesso “Casinha Branca”, canção que se tornou um clássico da música brasileira na década de 1970. Natural de Macau, na região salineira do estado, o artista construiu uma carreira de destaque no cenário musical e deixou um legado que atravessou gerações.
Lançada em 1979, “Casinha Branca” ganhou projeção nacional ao integrar a trilha sonora da novela Marrom Glacê e permaneceu por cerca de um ano entre as músicas mais executadas do país. O sucesso foi regravado por artistas consagrados como Fábio Jr. e Maria Bethânia, consolidando a obra como uma das mais emblemáticas da música romântica brasileira.
Além de “Casinha Branca”, Gilson também assinou composições de grande repercussão, como “Verdade Chinesa”, em parceria com Carlos Colla e eternizada na voz de Emílio Santiago, “Fim de Solidão”, gravada por José Augusto, e “I Love You”, interpretada pela cantora Adriana. Ao longo da carreira, lançou os álbuns “Vitrine” (1980), “Encontro Casual” (1987) e “Tempo Bom” (1991).
Apesar de ter vivido grande parte da vida no Rio de Janeiro e, posteriormente, em Minas Gerais, Gilson nunca escondeu suas origens potiguares. Após passar a infância em Macau e Natal, mudou-se para o Rio aos 14 anos para seguir carreira artística. Em suas redes sociais, fazia questão de destacar suas raízes no Rio Grande do Norte.
Nos últimos anos, o cantor residia no distrito de Boa Família, em Muriaé (MG). O velório acontece na própria comunidade e o sepultamento está previsto para este sábado, às 17h, na cidade de Miraí. A causa da morte não foi divulgada pela família.
A morte de Gilson representa uma perda significativa para a cultura potiguar e para a música brasileira, que se despede de um artista responsável por compor canções que permanecem vivas na memória afetiva de milhões de brasileiros.






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