EUA criam fundo de US$ 8,8 milhões para reforçar combate ao terrorismo na América Latina e Caribe
Programa do Departamento de Estado vai treinar autoridades jurídicas e fortalecer investigações contra organizações terroristas e redes criminosas transnacionais na região
EUA lançam fundo de US$ 8,8 milhões para combate ao terrorismo na América Latina e Caribe
O governo dos Estados Unidos anunciou a criação de um fundo de US$ 8,8 milhões (cerca de R$ 44,2 milhões) voltado ao fortalecimento de investigações e ações contra organizações classificadas como terroristas na América Latina e no Caribe.
A iniciativa ocorre logo após a inclusão do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) na lista de grupos considerados terroristas por autoridades norte-americanas, ampliando o foco de cooperação internacional na região.
Treinamento para forças jurídicas e investigativas
O programa, coordenado pelo Escritório de Contraterrorismo do Departamento de Estado dos EUA, prevê capacitação para investigadores, promotores e juízes de diversos países latino-americanos.
O objetivo é aprimorar a atuação das instituições locais na:
- Investigação de crimes ligados ao terrorismo
- Processos de acusação e julgamento
- Desarticulação de redes criminosas transnacionais
- Identificação de fluxos de financiamento ilícito
- Cooperação com agências de segurança dos Estados Unidos
Foco no combate ao financiamento do terrorismo
Segundo o Departamento de Estado, o projeto busca fortalecer marcos legais e ampliar a capacidade dos países parceiros de interromper estruturas financeiras utilizadas por organizações criminosas e terroristas.
A proposta também inclui o aprimoramento do compartilhamento de informações entre países da região e órgãos de segurança dos Estados Unidos.
Estratégia de segurança para o Hemisfério Ocidental
O programa integra a Estratégia Nacional de Segurança dos EUA, que prevê maior concentração de recursos militares e de inteligência no Hemisfério Ocidental, com foco em conter ameaças consideradas transnacionais.
De acordo com o governo norte-americano, o objetivo é reforçar a segurança regional e proteger interesses estratégicos dos Estados Unidos nas Américas.






COMENTÁRIOS