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Nordeste registra 19 tremores de terra em maio; Rio Grande do Norte teve três ocorrências

Levantamento da Rede Sismográfica Brasileira aponta atividade sísmica em estados nordestinos durante o mês de maio; abalos registrados no RN foram de baixa magnitude e sem danos.


Nordeste registra 19 tremores de terra em maio; Rio Grande do Norte teve três ocorrências

O Nordeste brasileiro registrou 19 tremores de terra durante o mês de maio, segundo levantamento divulgado pela Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e pelo Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN). Os eventos foram monitorados por estações sismográficas espalhadas pela região e reforçam a frequência de pequenos abalos sísmicos em estados nordestinos.

No Rio Grande do Norte, três tremores foram registrados ao longo do período. O primeiro ocorreu em Currais Novos, no dia 1º de maio, com magnitude preliminar de 1,7 mR. O segundo foi identificado em Jardim de Piranhas, no dia 24 de maio, com magnitude de 1,9 mR. Já o terceiro abalo aconteceu em Lajes, no dia 27 de maio, também com magnitude de 1,9 mR. De acordo com os especialistas, nenhum dos eventos provocou danos materiais ou deixou feridos.

Os dados mostram que a atividade sísmica de baixa magnitude continua sendo uma característica natural da região Nordeste, especialmente em áreas onde existem falhas geológicas antigas. Especialistas explicam que esses fenômenos ocorrem devido à reativação dessas estruturas geológicas sob a ação das forças tectônicas que atuam no interior da placa sul-americana. Quanto menor a magnitude, maior a frequência com que esses tremores costumam ocorrer.

O boletim também destaca que a magnitude é a medida utilizada para calcular a energia liberada por um terremoto em seu epicentro. Embora a Escala Richter ainda seja amplamente conhecida pelo público, atualmente os cientistas utilizam métodos mais modernos para a análise dos eventos sísmicos, especialmente em ocorrências de maior intensidade.

Apesar dos registros frequentes, especialistas reforçam que a maioria dos tremores detectados no Nordeste possui baixa intensidade e, em geral, não representa risco significativo para a população. O monitoramento contínuo realizado pela Rede Sismográfica Brasileira permite acompanhar a evolução desses eventos e ampliar o conhecimento sobre a atividade geológica da região.




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