Publicidade

Hotel BRA na Via Costeira: Justiça tenta encerrar impasse de 21 anos com nova audiência de conciliação

Audiência na Justiça Federal reunirá construtora, MPF e Prefeitura de Natal para discutir o cumprimento da sentença e o futuro do empreendimento na Via Costeira.

Com informações do BNews
Hotel BRA na Via Costeira: Justiça tenta encerrar impasse de 21 anos com nova audiência de conciliação Reprodução/Drone Potiguar

Após mais de duas décadas de disputas judiciais, o futuro do antigo Hotel BRA, na Via Costeira, em Natal, volta ao centro das discussões. A Justiça Federal do Rio Grande do Norte (JFRN) determinou a realização de uma nova audiência de conciliação para tentar solucionar definitivamente o impasse envolvendo o empreendimento, que permanece com obras paralisadas há 21 anos.

A decisão foi tomada pelo juiz federal Ivan Lira de Carvalho, que encaminhou o processo ao Centro Judiciário de Solução Consensual de Conflitos e Cidadania (Cejusc). A audiência, cuja data ainda não foi divulgada, contará com a participação da construtora NATHWF Empreendimentos S/A, do Ministério Público Federal (MPF) e da Prefeitura do Natal, que será formalmente intimada para integrar as negociações.

Estruturas do 8º andar são foco da disputa

O principal ponto de divergência envolve os pilares remanescentes do oitavo pavimento do edifício. Em 2017, a Justiça determinou a demolição do andar excedente após identificar irregularidades relacionadas ao limite de altura permitido para a área.

A construtora afirma que cumpriu parte da sentença ao remover lajes e paredes do pavimento, mas manteve os pilares estruturais por considerar sua retirada tecnicamente inviável. Segundo a empresa, essas estruturas são essenciais para a estabilidade do prédio e poderão ser utilizadas em futuras adequações do projeto.

A audiência buscará definir se a permanência desses pilares representa descumprimento da decisão judicial ou se a sentença pode ser considerada integralmente executada nas condições atuais.

Caso se arrasta desde 2005

O empreendimento tornou-se alvo de ações civis públicas em 2005, quando o Ministério Público Federal apontou supostas irregularidades na execução da obra. Entre os problemas identificados estavam alterações no projeto originalmente aprovado e a construção de pavimentos acima do limite permitido pelo Plano Diretor vigente à época.

Após anos de tramitação, a sentença de 2017 determinou a retirada da parte considerada irregular e estabeleceu que qualquer retomada do projeto dependeria de novos licenciamentos urbanísticos e ambientais.

Projeto aguarda análise da Semurb

Enquanto o processo segue na esfera judicial, a NATHWF também tenta viabilizar administrativamente a retomada do empreendimento. O projeto de reestruturação está em análise na Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb).

Em abril de 2026, o órgão concedeu prazo de 120 dias úteis para que a empresa apresente complementações técnicas. Entre as exigências estão adequações de acessibilidade, detalhamento das áreas de revegetação da faixa de praia, revisão dos cálculos das áreas do empreendimento e esclarecimentos sobre divergências entre a metragem do terreno e os registros imobiliários.

A expectativa é que a audiência de conciliação represente um avanço importante para definir o destino de um dos empreendimentos mais emblemáticos e controversos da Via Costeira, cuja estrutura inacabada se tornou símbolo de um dos mais longos impasses urbanísticos do Rio Grande do Norte.




COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.