Dólar sobe e volta a superar R$ 5,07 após criação de empregos nos Estados Unidos

Mercado reage a dados acima do esperado sobre o emprego nos EUA, reforçando expectativas de juros elevados pelo Federal Reserve.


Dólar sobe e volta a superar R$ 5,07 após criação de empregos nos Estados Unidos

O dólar registrou alta frente ao real nesta sexta-feira (5), impulsionado pela divulgação de dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos que vieram acima das expectativas dos analistas. A moeda norte-americana chegou a ser negociada acima de R$ 5,10 nos contratos futuros e voltou a ganhar força nos mercados globais após a publicação dos números.

Por volta das 9h47, o dólar à vista era cotado a R$ 5,0719, com avanço de 0,11%. Já o contrato futuro para julho, o mais negociado na B3, subia 0,20%, sendo negociado a R$ 5,1010.

O movimento foi impulsionado pelo relatório divulgado pelo Departamento do Trabalho dos Estados Unidos, que apontou a criação de 172 mil empregos em maio. O resultado superou com folga a expectativa do mercado, que projetava cerca de 85 mil novas vagas no período.

Com o desempenho mais forte da economia norte-americana, investidores passaram a reforçar a percepção de que o Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA, poderá manter os juros elevados por mais tempo. Juros mais altos tendem a aumentar a atratividade dos ativos americanos, fortalecendo o dólar em relação a outras moedas.

Além dos indicadores econômicos, o cenário geopolítico também segue influenciando os mercados. As tensões no Oriente Médio continuam no radar dos investidores após o Hezbollah rejeitar uma nova proposta de cessar-fogo no Líbano, enquanto Israel sinalizou que não pretende retirar suas tropas da região.

O ambiente de incerteza internacional costuma aumentar a busca por ativos considerados mais seguros, como o dólar e os títulos do Tesouro dos Estados Unidos (Treasuries), contribuindo para a valorização da moeda americana.

Na quarta-feira (4), antes do feriado de Corpus Christi, o dólar comercial encerrou o pregão com alta de 1,12%, cotado a R$ 5,0661. Com a retomada das negociações no Brasil, os investidores voltam suas atenções tanto aos indicadores econômicos globais quanto aos desdobramentos do cenário internacional.




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