Papa pede fim da guerra no Irã
Pontífice demonstra preocupação com escalada do conflito no Oriente Médio e alerta para risco de expansão da guerra na região.
Papa Leão XIV | Reprodução/Vatican News O Papa Leão XIV voltou a pedir o fim da guerra no Irã neste domingo (8) e defendeu a retomada do diálogo entre as nações envolvidas no conflito. A declaração foi feita durante a oração do Angelus, na Praça de São Pedro, no Vaticano, diante de milhares de fiéis.
Durante o discurso, o pontífice afirmou acompanhar com “profunda consternação” as notícias que chegam do Oriente Médio. Segundo ele, a escalada de violência na região tem ampliado o clima de medo e tensão, aumentando o risco de que outros países sejam arrastados para o conflito.
A guerra completa pouco mais de uma semana desde o início da ofensiva militar que envolveu ataques de Israel e dos Estados Unidos contra alvos no Irã. A situação se agravou após a morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, episódio que intensificou as hostilidades e ampliou as tensões regionais.
Além do território iraniano, o conflito também se estendeu ao Líbano, com novos confrontos entre o grupo Hezbollah — aliado do Irã — e forças israelenses. O cenário aumenta o temor de instabilidade em todo o Oriente Médio.
Durante o Angelus, o líder da Igreja Católica fez um apelo pela paz e pelo diálogo entre as nações.
“Do Irã e de todo o Oriente Médio continuam chegando notícias que causam profunda consternação. Aos episódios de violência e devastação soma-se o temor de que o conflito se alastre”, afirmou.
O pontífice também pediu o fim imediato da violência e destacou a importância de abrir caminhos diplomáticos para evitar novas tragédias.
“Elevamos nossa humilde oração para que o clamor das bombas cesse, que as armas se calem e que se abra espaço para o diálogo, onde a voz dos povos possa ser ouvida.”
Papa também menciona Dia Internacional da Mulher
Ao final da mensagem, o Papa Leão XIV lembrou o Dia Internacional da Mulher, celebrado neste domingo (8), e reforçou a importância da igualdade e do respeito às mulheres em todo o mundo.
Segundo ele, a dignidade entre homens e mulheres deve ser reconhecida e promovida como princípio fundamental da convivência humana.
“Renovamos o compromisso pelo reconhecimento da igual dignidade do homem e da mulher”, afirmou.
Esta não foi a primeira manifestação do pontífice sobre o tema. No último domingo (1º), ele já havia demonstrado preocupação com a escalada militar envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, pedindo que os países retomassem o diálogo para encerrar as hostilidades.



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