MST bloqueia BR-101 e BR-405 no RN
Protestos em Apodi e Touros fazem parte da Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Sem Terra e cobram diálogo com Incra e DNOCS.
Foto: Márcio Morais/O Vale do Apodi Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realizam, na manhã desta segunda-feira (9), bloqueios em rodovias federais no Rio Grande do Norte. As manifestações acontecem nos municípios de Apodi, na região Oeste, e Touros, no litoral Norte do estado.
Os atos fazem parte da Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Sem Terra, mobilização organizada em diversas regiões do país em alusão ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março.
Rodovias bloqueadas
Em Apodi, manifestantes ocupam um trecho da BR-405, na região da Chapada do Apodi. Já em Touros, um grupo bloqueou os dois sentidos da BR-101, no quilômetro 1 da rodovia, por volta das 6h da manhã.
Segundo informações iniciais, equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) foram acionadas para acompanhar a situação nas duas localidades. A Central do Corpo de Bombeiros também foi mobilizada pelo Centro de Controle Regional (C3R).

Foto: Márcio Morais/O Vale do Apodi
Reivindicações do movimento
De acordo com o MST, o protesto reúne pautas ligadas à reforma agrária, à regularização fundiária de famílias acampadas e ao enfrentamento da violência contra mulheres, incluindo o feminicídio.
A principal reivindicação no Rio Grande do Norte envolve a situação das famílias que vivem no perímetro da Chapada do Apodi, área situada entre os municípios de Apodi e Felipe Guerra.
Segundo Vanusa Macedo, representante do movimento no estado, a mobilização ocorre simultaneamente em diversas regiões do Brasil.
“Aqui estamos reunidos na Chapada do Apodi, e não só aqui, mas em todo o Brasil, em defesa das nossas pautas neste 8 de março. Lutamos pelo direito à terra, à produção saudável e contra o feminicídio, que tem crescido no país”, afirmou.
Manifestantes cobram diálogo com o Governo Federal
Ainda segundo o MST, os manifestantes pretendem manter as rodovias interditadas até que haja diálogo com representantes do Governo Federal.
O movimento cobra a presença de representantes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) para discutir a situação das famílias que ocupam a área há anos.
“Exigimos que o Governo atenda nossa pauta imediatamente, principalmente enviando representantes para dialogar sobre o perímetro irrigado do DNOCS. Há 15 anos essas famílias estão acampadas sem solução”, disse Vanusa Macedo.
De acordo com o MST, o bloqueio só será encerrado após a abertura de diálogo com representantes federais.
Com informações de O Novo e O Vale do Apodi.



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