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Aliados rejeitam pressão de Trump sobre Ormuz

Países como Japão, Reino Unido, Alemanha e Austrália descartam enviar forças militares para proteger o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o petróleo mundial.


Aliados rejeitam pressão de Trump sobre Ormuz Navios-tanque navegam no Golfo perto do Estreito de Ormuz | Reuters/Stringer

A pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que aliados enviem forças militares ao Estreito de Ormuz, em meio à escalada de tensão no Oriente Médio, não teve adesão até o momento. Nesta segunda-feira (16), governos da Alemanha, Reino Unido, Grécia, Austrália e Japão descartaram participar de uma operação militar para proteger a rota marítima, considerada uma das mais importantes do planeta para o transporte de petróleo.

Enquanto isso, ministros das Relações Exteriores da União Europeia se reúnem em Bruxelas para discutir alternativas diplomáticas e de segurança para garantir a navegação na região.

Estreito de Ormuz é rota vital para o petróleo mundial

Localizado entre Irã e Omã, o Estreito de Ormuz é responsável por cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo. Desde o fim de fevereiro, o fluxo de navios na região caiu drasticamente após o início de uma operação militar coordenada por Estados Unidos e Israel contra o Irã.

Em resposta, o governo iraniano lançou ataques contra bases norte-americanas em países do Golfo e ameaçou atingir embarcações estrangeiras que cruzarem o estreito. Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), a crise provocou a maior interrupção já registrada no fluxo global de petróleo.

Trump pressiona aliados e menciona impacto na OTAN

Em entrevista ao jornal Financial Times, publicada no domingo (15), Trump afirmou que países que dependem do petróleo do Golfo deveriam assumir a responsabilidade pela segurança da rota marítima. O presidente também alertou que a recusa de aliados poderia ser “muito ruim para o futuro da OTAN”. Trump ainda pressionou a China a colaborar para reabrir o estreito antes de um encontro planejado com o presidente chinês Xi Jinping, previsto para este mês.

Japão descarta envio de escolta naval

A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, afirmou ao Parlamento que o país não pretende enviar navios militares para a região. Segundo ela, a constituição pacifista japonesa, que renuncia ao uso da guerra como instrumento político, limita a atuação militar do país no exterior.

Apesar de importar cerca de 95% do petróleo do Oriente Médio, o governo japonês ainda avalia outras medidas possíveis dentro da legislação nacional.

Austrália diz que não recebeu pedido formal

A Austrália também descartou participar de uma missão militar no Estreito de Ormuz. A ministra Catherine King, do gabinete do primeiro-ministro Anthony Albanese, afirmou à emissora pública ABC que o envio de navios de guerra não está em discussão. Segundo ela, o país não recebeu solicitação formal para integrar uma operação militar na região.

Reino Unido evita envolvimento em guerra ampliada

O primeiro-ministro britânico Keir Starmer afirmou que o Reino Unido não pretende se envolver em uma guerra ampliada contra o Irã. Ele destacou que Londres mantém diálogo com países europeus, Estados Unidos e nações do Golfo, mas ressaltou que qualquer solução não será uma operação liderada pela OTAN.

Alemanha rejeita participação militar

O governo alemão também descartou enviar forças para o Oriente Médio. O porta-voz do chanceler Friedrich Merz, Stefan Kornelius, afirmou que o conflito atual não está relacionado à OTAN, que é uma aliança de caráter defensivo. Segundo ele, a Alemanha apoia soluções diplomáticas para garantir a passagem segura de navios, mas não participará de operações militares.

União Europeia discute alternativas

Entre as opções analisadas pela União Europeia está a ampliação da missão naval Aspides, atualmente voltada para proteger embarcações no Mar Vermelho. A chefe de política externa do bloco, Kaja Kallas, afirmou que manter o Estreito de Ormuz aberto é interesse estratégico da Europa. Ela também discutiu com a ONU a possibilidade de criar um mecanismo semelhante ao acordo que permitiu à Ucrânia exportar grãos pelo Mar Negro durante a guerra contra a Rússia.

China pede redução das tensões

A China evitou responder diretamente às críticas de Trump e defendeu a redução das tensões no Oriente Médio. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian, afirmou que a instabilidade na região pode provocar impactos econômicos globais. Segundo ele, Pequim está disposta a cooperar com outros países para proteger a segurança energética mundial e manter a estabilidade dos mercados internacionais.




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