Irã volta a fechar Estreito de Ormuz e tensão global aumenta
Nova restrição ao tráfego marítimo ocorre após manutenção do cerco militar dos Estados Unidos e reacende alerta no mercado mundial de petróleo.
Fotos: Reprodução Nasa/ e Imagem ilustrativa O Irã voltou a fechar o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo. A decisão foi anunciada neste sábado (18) por meio de um comunicado militar transmitido às embarcações mercantes via rádio, reimpondo restrições à passagem de navios na região.
De acordo com a agência estatal iraniana Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária do país, nenhuma embarcação está autorizada a atravessar o estreito. O porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbia confirmou que as Forças Armadas iranianas retomaram o controle rigoroso da via marítima, considerada essencial para o comércio internacional.
Bloqueio ocorre após cerco militar dos Estados Unidos
O novo fechamento ocorre um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirmar a manutenção do bloqueio militar aos portos iranianos. A restrição norte-americana está em vigor desde a última segunda-feira (13) e, segundo o governo dos EUA, continuará até que um acordo de paz seja firmado.
Em publicação na rede Truth Social, Trump declarou que as tropas só serão retiradas após a conclusão das negociações diplomáticas. O governo norte-americano considera a reabertura do Estreito de Ormuz uma condição essencial para a retomada do fluxo comercial global.
Importância estratégica para o petróleo mundial
O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais importantes do planeta, responsável pelo escoamento de grande parte do petróleo consumido no mundo. Nas últimas semanas, a interrupção do tráfego marítimo provocou aumento significativo nos preços da commodity no mercado internacional.
Mesmo com tentativas diplomáticas em andamento, a situação permanece instável. O Paquistão atua como mediador nas negociações entre Irã e Estados Unidos, enquanto líderes mundiais, como o presidente francês Emmanuel Macron e o primeiro-ministro britânico Keir Starmer, participaram de reuniões para discutir a reabertura da rota marítima.
Retomada parcial havia sido registrada
Antes do novo fechamento, dados do site de monitoramento Kpler indicaram uma retomada temporária do tráfego marítimo. Três petroleiros chegaram a deixar o Golfo do Irã transportando cerca de 5 milhões de barris de petróleo bruto, representando os primeiros carregamentos liberados desde o início do bloqueio naval.
A decisão iraniana de retomar o bloqueio reforça o clima de incerteza internacional e mantém o mercado global atento aos desdobramentos diplomáticos e militares na região.




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