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Lula defende parceria com Europa para descarbonizar indústria durante feira na Alemanha

Presidente destacou potencial brasileiro em energia limpa, criticou guerras e defendeu proteção aos trabalhadores diante do avanço da inteligência artificial.


Lula defende parceria com Europa para descarbonizar indústria durante feira na Alemanha Crédito: Ricardo Stuckert/Presidência

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, neste domingo (19), o fortalecimento de parcerias entre o Brasil e países europeus para acelerar a descarbonização da indústria e reduzir custos energéticos. A declaração foi feita durante a abertura da Hannover Messe, considerada a maior feira industrial do mundo, realizada na Alemanha.

Durante o discurso, Lula ressaltou que o Brasil possui uma das matrizes energéticas mais limpas do planeta e que esse diferencial pode contribuir para o desenvolvimento sustentável da União Europeia. Segundo ele, é essencial que regras comerciais internacionais considerem as características ambientais dos processos produtivos brasileiros, especialmente no uso de biocombustíveis.

Defesa da sustentabilidade e da agricultura brasileira

O presidente também criticou o que classificou como “narrativas falsas” sobre a sustentabilidade da agricultura brasileira e alertou que a criação de barreiras ao uso de biocombustíveis pode prejudicar tanto o meio ambiente quanto o setor energético global. Ele destacou que o Brasil avança com um programa robusto voltado à economia verde e à chamada indústria 4.0, priorizando inovação e sustentabilidade.

Lula ressaltou ainda que o país tem metas ambientais ambiciosas, como o compromisso de alcançar desmatamento zero na Amazônia até 2030, além da ampliação do uso de combustíveis renováveis, com mistura de etanol na gasolina e biodiesel no diesel. Ele lembrou que cerca de 90% da energia elétrica brasileira já é limpa, destacando também o potencial nacional para a produção de hidrogênio verde.

Inteligência artificial e proteção aos trabalhadores

Outro ponto abordado foi o impacto da inteligência artificial no mercado de trabalho. Lula defendeu que empresas e pesquisadores considerem os efeitos sociais das novas tecnologias, garantindo que o avanço tecnológico não comprometa empregos e renda. Ele também voltou a defender a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1, como forma de garantir mais qualidade de vida aos trabalhadores.

Críticas às guerras e impactos econômicos

O presidente ainda criticou conflitos internacionais recentes, classificando-os como uma “maluquice”, e alertou para os impactos globais da guerra, como a alta nos preços do petróleo e a escassez de fertilizantes. Segundo ele, essas consequências afetam diretamente a produção agrícola e contribuem para o aumento da inflação de alimentos, atingindo principalmente as populações mais vulneráveis.

Ao encerrar o discurso, Lula reforçou a importância de fortalecer acordos internacionais, como o tratado entre o Mercosul e a União Europeia, que deve criar um mercado com cerca de 720 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto estimado em 22 trilhões de dólares, ampliando oportunidades comerciais e industriais para o Brasil. 




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