Publicidade

Foragido há 37 anos por matar ex-mulher é preso após ação da PF e Interpol

Condenado por assassinar a ex-companheira com 72 facadas em 1989 foi localizado no Paraguai após operação internacional de inteligência.

Com informações do BNews
Foragido há 37 anos por matar ex-mulher é preso após ação da PF e Interpol Foto: Divulgação/SENAD

Depois de quase quatro décadas foragido, um homem condenado pelo assassinato da ex-mulher em 1989 foi finalmente localizado e preso em uma operação internacional envolvendo a Polícia Federal brasileira e autoridades do Paraguai. A captura ocorreu no dia 15 de abril de 2026, na cidade de San Lorenzo, e ganhou repercussão nacional nesta semana devido à gravidade do crime e ao longo período de fuga.

O condenado, identificado como Marcos Campinha Panissa, vivia há mais de 20 anos no Paraguai utilizando identidade falsa. Ele levava uma vida considerada comum, trabalhando como comerciante e mantendo uma família, sem levantar suspeitas sobre o passado criminal.


Crime brutal chocou o país em 1989

O crime ocorreu em agosto de 1989, na cidade de Londrina, no Paraná. A vítima, Fernanda Estruzani, de 21 anos, foi assassinada dentro do próprio apartamento com 72 golpes de faca após o fim do relacionamento com o autor do crime. Na época, o caso foi enquadrado como homicídio, já que o feminicídio ainda não era previsto na legislação brasileira.

Segundo as investigações, o agressor retornou ao imóvel horas após uma discussão e utilizou uma cópia da chave para invadir o local, surpreendendo a vítima enquanto ela se preparava para dormir. O caso gerou forte comoção nacional e mobilizou manifestações públicas.


Histórico de julgamentos e fuga prolongada

Após o crime, o acusado chegou a se apresentar às autoridades e confessou o assassinato. Em 1991, foi condenado a mais de 20 anos de prisão, mas conseguiu responder em liberdade após recorrer da decisão. Em 1995, ele deveria comparecer a um novo julgamento, mas não se apresentou e passou a ser considerado foragido.

Somente em 2008, já com mudanças na legislação penal, foi julgado à revelia e condenado a 19 anos de prisão. Mesmo assim, permaneceu sem ser localizado por anos, até o surgimento de novas pistas que indicaram sua presença no Paraguai.


Operação internacional levou à captura

A prisão foi resultado de uma operação de inteligência que cruzou dados entre autoridades brasileiras e paraguaias. A ação, denominada “Memento Mei”, simboliza a ideia de que crimes graves não devem ser esquecidos e que a responsabilização pode ocorrer mesmo após décadas.

O homem foi abordado ao sair de um estabelecimento comercial. Segundo autoridades paraguaias, ele demonstrou surpresa ao ouvir seu verdadeiro nome, indicando que não era chamado assim havia muitos anos.


Família desconhecia passado criminoso

Durante o período em que viveu fora do Brasil, o condenado constituiu nova família, casou-se e teve uma filha. De acordo com autoridades paraguaias, tanto a esposa quanto a filha desconheciam completamente o histórico criminal, o que provocou forte impacto emocional após a revelação da verdadeira identidade.

Após a detenção, ele foi expulso do Paraguai por situação irregular e entregue às autoridades brasileiras na fronteira, onde o mandado de prisão foi imediatamente cumprido.


Defesa busca revisão da pena

A defesa do condenado informou que pretende recorrer da decisão judicial. O advogado afirmou que não há contestação quanto à autoria do crime, mas que pretende solicitar revisão da pena para adequá-la a decisões anteriores.

Para o Ministério Público, o caso representa um exemplo claro de que o tempo não elimina a responsabilidade penal. A prisão após 37 anos reforça o papel da cooperação internacional e evidencia a continuidade das investigações em crimes graves, especialmente aqueles relacionados à violência contra a mulher. 




COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.