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RN registra aumento de casos de síndrome respiratória grave; Natal entra em alerta

Boletim da Fiocruz aponta crescimento de SRAG no Rio Grande do Norte, com maior impacto entre crianças pequenas e idosos


RN registra aumento de casos de síndrome respiratória grave; Natal entra em alerta Rio Grande do Norte registra aumento de casos de SRAG, segundo boletim da Fiocruz; Natal está em nível de alerta. Foto: EBC.

O Rio Grande do Norte está entre os estados brasileiros com tendência de crescimento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo o novo boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O levantamento aponta que o avanço das infecções respiratórias acompanha o período sazonal de maior circulação de vírus como influenza A e vírus sincicial respiratório (VSR), elevando o nível de atenção das autoridades de saúde no estado.

De acordo com o relatório, referente à Semana Epidemiológica 17 — entre os dias 26 de abril e 2 de maio —, Natal aparece entre as 18 capitais brasileiras classificadas em nível de alerta, risco ou alto risco para SRAG. O cenário preocupa principalmente por atingir grupos mais vulneráveis, como crianças pequenas e idosos, que apresentam maior risco de complicações e internações.

Além do Rio Grande do Norte, outros estados também registram crescimento nos casos, entre eles Pernambuco, Paraíba, Amazonas, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Apesar disso, a Fiocruz destaca que algumas regiões do Norte e Nordeste já começam a apresentar sinais iniciais de desaceleração no avanço das infecções respiratórias.

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas analisadas, o vírus sincicial respiratório foi responsável por 38% dos casos positivos de SRAG no país. Em seguida aparecem a influenza A, com 28,9%, o rinovírus, com 26,8%, a influenza B, com 3,7%, e a Covid-19, com 3,1%.

A pesquisadora Tatiana Portella, integrante do InfoGripe, explicou que o aumento da circulação viral já era esperado para esta época do ano, período marcado pelo pico sazonal das doenças respiratórias. Ela reforçou a importância da vacinação, especialmente entre idosos, crianças e demais grupos prioritários, como estratégia fundamental para reduzir casos graves, internações e mortes.

Os dados ainda revelam que o crescimento das internações tem sido mais intenso entre crianças menores de 2 anos, principalmente devido ao VSR e ao rinovírus. Já entre os idosos, os óbitos continuam associados principalmente à influenza A e à Covid-19.

Em todo o Brasil, mais de 51 mil casos de SRAG já foram registrados em 2026. Segundo a Fiocruz, cerca de 44,8% dos casos tiveram confirmação laboratorial para algum vírus respiratório.




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