João Maia recua e retira apoio a emenda sobre escala 6x1 após pressão popular
Deputado federal do PP voltou atrás após repercussão negativa nas redes sociais e desgaste político em torno da manutenção da jornada de 44 horas semanais
Foto: Divulgação/Câmara O deputado federal João Maia retirou o apoio à emenda que buscava manter a jornada de trabalho de 44 horas semanais em setores considerados essenciais, após forte pressão popular e repercussão negativa nas redes sociais. O parlamentar havia se alinhado aos deputados General Girão e Sargento Gonçalves na defesa da proposta vinculada à PEC 221/2019, que tentava frear mudanças imediatas na chamada escala 6x1.
Segundo João Maia, a decisão de retirar a assinatura da emenda nº 1 ocorreu após conversas internas com lideranças do Progressistas (PP) e avaliações sobre o desgaste político causado pela medida no Rio Grande do Norte. Em nota, o parlamentar afirmou reconhecer a legitimidade do debate sobre modelos de jornada mais favoráveis aos trabalhadores, citando alternativas como a escala 5x2.
Antes do recuo, João Maia integrava um grupo de mais de 100 parlamentares da oposição que apoiavam propostas apresentadas pelos deputados Sérgio Turra (PP-RS) e Tião Medeiros (PP-PR). A emenda defendia a manutenção da carga horária atual para categorias ligadas à saúde, segurança, mobilidade urbana, abastecimento e preservação da ordem pública, sob a justificativa de evitar impactos na prestação de serviços essenciais.
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Nos bastidores do Congresso Nacional, o movimento de retirada de apoio às emendas restritivas vem crescendo diante da pressão popular. Lideranças partidárias articulam agora uma nota conjunta pedindo a suspensão da tramitação dessas propostas específicas, defendendo que eventuais mudanças nas regras trabalhistas sejam debatidas diretamente na PEC principal para evitar insegurança jurídica.
O debate sobre o fim da escala 6x1 ganhou força nas últimas semanas em Brasília, impulsionado por mobilizações populares e discussões sobre qualidade de vida e redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, sem redução salarial. A mudança de posicionamento de parlamentares reflete o impacto da pressão social sobre temas que atingem diretamente a rotina e o descanso dos trabalhadores brasileiros.






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