Operação do MPRN investiga lavagem de dinheiro do Sindicato do Crime no RN

Ação do Gaeco cumpre mandados em Natal e apura esquema de extorsão, uso de laranjas e empresas de fachada para movimentação de recursos da facção criminosa.


Operação do MPRN investiga lavagem de dinheiro do Sindicato do Crime no RN

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou na manhã desta quarta-feira (17) a operação Convergência Nacional – RN, com o objetivo de desarticular o núcleo financeiro e logístico da organização criminosa conhecida como Sindicato do Crime. A ação integra uma força-tarefa nacional coordenada pelo Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), que reúne Ministérios Públicos de diversos estados no enfrentamento às facções criminosas.

As investigações tiveram início após a análise de dados extraídos de um aparelho celular apreendido em uma operação anterior. A partir das informações coletadas, o MPRN identificou indícios da atuação de integrantes responsáveis pela movimentação financeira da organização, levando à expedição de mandados de busca e apreensão em Natal.

Segundo o Ministério Público, o grupo criminoso mantinha um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro, utilizando pessoas interpostas, conhecidas como “laranjas”, além de empresas de fachada para ocultar a origem dos recursos obtidos com atividades ilícitas. As apurações também apontam para a prática de cobranças de dívidas mediante extorsão e para a administração do caixa da facção.

Um dos principais alvos da investigação é a esposa de um líder da organização criminosa que se encontra foragido da Justiça. De acordo com o MPRN, ela exerceria função estratégica dentro da estrutura do grupo, atuando como elo entre o chefe da facção e os demais integrantes. Entre suas atribuições estariam o gerenciamento de recursos financeiros, a transmissão de ordens, a intermediação de cobranças e a utilização de contas bancárias de terceiros para movimentar valores ligados às atividades criminosas.

As investigações indicam ainda que a suspeita supervisionava a execução de cobranças e acompanhava a aplicação de punições contra pessoas que descumpriam determinações impostas pela organização. O papel desempenhado por ela reforça a hipótese de que o núcleo financeiro era essencial para a manutenção das operações criminosas no estado.

Durante a operação, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em diferentes endereços de Natal, com apoio operacional da Polícia Militar do Rio Grande do Norte. O material recolhido será submetido à análise pericial e poderá contribuir para o aprofundamento das investigações sobre a estrutura financeira e logística da facção.

O MPRN destaca que a operação representa mais um avanço no combate ao crime organizado no Rio Grande do Norte, especialmente no enfrentamento aos mecanismos utilizados para ocultar recursos e financiar atividades criminosas.




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