Oficial de Justiça é condenado por morte de bailarina em Natal após sete anos
Tribunal do Júri fixa pena de seis anos em regime semiaberto para servidor acusado de dirigir embriagado e na contramão em acidente que matou a professora de dança Gislâne Cruz.
O Tribunal do Júri condenou o oficial de Justiça Josias Teixeira de Morais a seis anos de prisão em regime semiaberto pela morte da professora de dança e bailarina Gislâne Cruz do Nascimento. O julgamento foi realizado nesta terça-feira (17), mais de sete anos após o acidente de trânsito ocorrido na Avenida Prudente de Morais, uma das principais vias de Natal.
Segundo informações do Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE), o acidente aconteceu em 19 de maio de 2019. Gislâne estava como passageira de um veículo de aplicativo que seguia no sentido do bairro de Candelária quando foi atingido frontalmente por um automóvel conduzido por Josias Teixeira de Morais, que trafegava na contramão da via.
Com o impacto da colisão, o veículo em que a professora estava capotou. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas para prestar socorro às vítimas. A motorista de aplicativo e o oficial de Justiça sofreram apenas ferimentos leves e foram encaminhados para atendimento médico.
Já Gislâne Cruz não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu em decorrência do acidente. De acordo com o CPRE, o condutor apresentava sinais de embriaguez e admitiu ter consumido bebida alcoólica antes de dirigir. A corporação também apontou que ele conduzia o veículo na contramão no momento da batida.
Durante o julgamento, os jurados analisaram provas, depoimentos de testemunhas e os argumentos apresentados pela acusação e pela defesa. Ao final da sessão, o Tribunal do Júri decidiu pela condenação do réu, fixando a pena em seis anos de prisão a ser cumprida em regime semiaberto.
A morte de Gislâne Cruz teve forte repercussão no meio cultural e educacional do Rio Grande do Norte. Bailarina reconhecida, ela integrou a Companhia de Dança do Teatro Alberto Maranhão e atuava como professora nos colégios Salesiano São José e Dom Bosco. Meses antes da tragédia, havia conquistado o título de Rainha do Carnaval de Parnamirim em 2019, tornando-se uma figura de destaque na cena artística potiguar.




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