RN acolhe 69 refugiados indígenas Warao e investe R$ 2,5 milhões em assistência
Estado mantém serviço de acolhimento para famílias venezuelanas da etnia Warao em Natal e amplia investimentos para garantir moradia, alimentação e inclusão social.
Foto: SETHAS O Rio Grande do Norte mantém atualmente 69 refugiados venezuelanos da etnia Warao acolhidos em Natal. As famílias recebem assistência por meio de um serviço de acolhimento provisório coordenado pela Secretaria de Estado do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social (SETHAS), que prevê moradia, alimentação, acompanhamento técnico e ações de inclusão socioeconômica.
De acordo com a secretária da SETHAS, Iris Oliveira, o grupo é composto por 15 famílias e 69 pessoas, número que pode variar por se tratar de acolhimento temporário. Os indígenas Warao migraram da Venezuela em razão da crise humanitária enfrentada pelo país e chegaram ao Rio Grande do Norte em 2020, durante a pandemia da Covid-19. Sem condições de manter moradia, muitos foram despejados, o que levou o Governo do Estado a iniciar um trabalho emergencial de assistência.
Atualmente, o atendimento ocorre em duas unidades localizadas na Zona Norte de Natal, com acompanhamento permanente de equipes técnicas da Fundação Pan-Americana para o Desenvolvimento (PADF). Além da garantia de moradia e alimentação, os refugiados têm acesso ao Cadastro Único, Programa Bolsa Família, serviços de saúde, educação e assistência social. A iniciativa também busca estimular a autonomia financeira das famílias por meio da produção e comercialização de artesanato, além da inserção no mercado de trabalho.
Segundo a SETHAS, após receber recursos federais entre 2024 e 2025, o serviço passou a ser custeado integralmente pelo Tesouro Estadual. O novo contrato firmado para o período de junho de 2026 a março de 2027 prevê investimento de R$ 2,58 milhões e capacidade de atendimento para até 100 pessoas. O acolhimento dos Warao também integra a Política Estadual de Atenção aos Refugiados, Apátridas e Migrantes, criada pelo Governo do Estado em 2023 para fortalecer a garantia de direitos dessa população em território potiguar.




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