Garis paralisam serviços em seis cidades do RN e pressionam Senado por aprovação de lei
Mobilização nacional cobra piso salarial, aposentadoria especial e reconhecimento da insalubridade máxima
Foto: Sérgio Henrique Santos Trabalhadores da limpeza urbana cruzaram os braços em seis cidades do Rio Grande do Norte nesta segunda-feira (22), em adesão a uma mobilização nacional da categoria. No estado, o movimento é coordenado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Asseio, Conservação, Higienização e Limpeza Urbana (Sindlimp-RN).
De acordo com a entidade, a paralisação ocorre em Natal, São Gonçalo do Amarante, Parnamirim, Ceará-Mirim, Extremoz e Mossoró. Na capital potiguar, os profissionais se concentraram em frente à sede da Companhia de Serviços Urbanos de Natal (Urbana), no bairro das Quintas. Ao todo, cerca de 1.500 trabalhadores participam do ato em todo o estado.
A paralisação, inicialmente prevista para durar 24 horas, pode ter duração variável conforme o cenário nacional. “É um movimento em todo o país. Algumas cidades podem estender ou encerrar antes, a depender do andamento das mobilizações”, afirmou o vice-presidente do Sindlimp-RN, Zé Paulo.
Entre as principais reivindicações da categoria está a aprovação do Projeto de Lei 4146/2020, conhecido como “PL dos Garis e Margaridas”, que tramita no Senado Federal. O texto propõe a regulamentação da profissão e inclui pontos como a criação de um piso salarial nacional, aposentadoria especial e o reconhecimento da insalubridade em grau máximo.
Segundo o sindicato, a paralisação também tem como objetivo dar visibilidade ao trabalho desempenhado pelos profissionais da limpeza urbana, considerados essenciais para a saúde pública e a manutenção das cidades.
Durante o movimento, a sede do Sindlimp-RN suspendeu o atendimento ao público, com previsão de retomada no dia seguinte. A mobilização ocorre simultaneamente em diversas regiões do país, envolvendo sindicatos e trabalhadores da categoria em diferentes estados.
No Rio Grande do Norte, a direção do sindicato acompanha a paralisação diretamente nas ruas, junto aos trabalhadores, enquanto aguarda avanços na tramitação do projeto no Congresso Nacional.




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