Caneta emagrecedora brasileira chega às farmácias por menos de R$ 300 ao mês

Primeira semaglutida produzida no Brasil começa a ser distribuída e amplia concorrência no mercado de medicamentos para diabetes e obesidade


Caneta emagrecedora brasileira chega às farmácias por menos de R$ 300 ao mês

A primeira caneta de semaglutida produzida no Brasil já começou a chegar às farmácias e promete movimentar o mercado de medicamentos voltados ao controle do diabetes e ao tratamento da obesidade. Desenvolvida pela farmacêutica EMS, a Ozivy iniciou sua distribuição nas capitais brasileiras na segunda quinzena de junho, com previsão de expansão para todo o país até julho.

O valor inicial da caneta foi definido em R$ 452. No entanto, a empresa adotou uma estratégia comercial para facilitar o início do tratamento, reduzindo o custo médio mensal para os pacientes.

Segundo a EMS, o pacote com doses suficientes para os primeiros 90 dias será comercializado por R$ 863,23, o que representa um custo médio mensal de aproximadamente R$ 287 nesse período inicial. Após essa fase, a caneta referente ao quarto mês terá preço de R$ 498.

A farmacêutica também informou que prepara uma nova versão com duas canetas de 1,0 mg, que deverá ser vendida por R$ 896, embora ainda não haja previsão de chegada às farmácias.

A chegada do medicamento ocorre após o fim da patente da semaglutida, substância que ganhou notoriedade mundial por seu uso em tratamentos para perda de peso. O composto atua de forma semelhante a um hormônio liberado após a alimentação, ajudando a controlar os níveis de açúcar no sangue e promovendo maior sensação de saciedade.

Entre os principais efeitos estão o estímulo à produção de insulina, a redução da liberação de glicose pelo fígado e o retardo no esvaziamento do estômago, fatores que contribuem diretamente para o controle do apetite e do metabolismo.

A Ozivy é o primeiro medicamento com semaglutida desenvolvido no Brasil após a liberação do mercado com o fim da proteção da patente, abrindo espaço para maior concorrência no setor farmacêutico.

Neste primeiro ciclo de distribuição, a EMS informou que mais de 500 mil canetas serão disponibilizadas em farmácias de todo o país. O movimento ocorre em meio ao aumento da disputa no mercado, que já conta com a atuação de grandes farmacêuticas internacionais.

Com a chegada de novos concorrentes, empresas que já comercializam medicamentos à base de semaglutida também passaram a ajustar seus preços. A Novo Nordisk, por exemplo, reduziu valores de suas versões, enquanto a Eurofarma anunciou mudanças nas tabelas para manter competitividade.

Atualmente, medicamentos com doses iniciais de semaglutida no Brasil variam entre R$ 399 e R$ 599, dependendo da marca e da apresentação, cenário que tende a se tornar mais competitivo com a entrada de novos produtos nacionais.




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