Gemini cria músicas com IA
Novo recurso do Google permite gerar faixas de até 30 segundos por comando de texto ou imagem, com suporte a oito idiomas, incluindo português.
Foto: Reprodução/Google O Gemini, sistema de inteligência artificial do Google, ganhou uma nova funcionalidade que promete ampliar o uso criativo da IA generativa. A partir de agora, usuários podem criar músicas originais por meio de comandos de texto ou até mesmo enviando imagens como referência.
A novidade utiliza o modelo Lyria 3, tecnologia desenvolvida especificamente para geração musical. Segundo a empresa, é possível produzir faixas com até 30 segundos de duração em oito idiomas: português, inglês, alemão, espanhol, francês, hindi, japonês e coreano.
Como funciona a criação de músicas no Gemini
O processo é simples: basta descrever a ideia da música — por exemplo, “um R&B romântico com clima nostálgico” — ou enviar uma imagem que represente a atmosfera desejada. Em poucos segundos, o sistema gera uma faixa original em alta qualidade.
De acordo com o Google, a IA também pode considerar interações anteriores do usuário no Gemini para personalizar a criação musical, ampliando o nível de contextualização e refinamento artístico.
O recurso está disponível em versão beta na versão desktop e deve chegar ao aplicativo do Gemini nos próximos dias. Assinantes dos planos Google AI Plus, Pro e Ultra terão limites ampliados de uso.
Segurança e identificação de conteúdo gerado por IA
Todas as músicas criadas pelo sistema recebem o SynthID, uma marca d’água digital imperceptível que identifica conteúdos produzidos por inteligência artificial do Google.
Além disso, a empresa anunciou uma ferramenta complementar que permitirá ao usuário enviar um áudio para verificar se ele foi gerado por IA.
Impacto no mercado criativo
A ampliação dos recursos do Gemini reforça a disputa no segmento de IA generativa e sinaliza uma nova etapa na convergência entre tecnologia e indústria musical. Para criadores de conteúdo, produtores independentes e usuários comuns, a ferramenta representa um avanço no acesso à produção musical automatizada — ainda que levante debates sobre direitos autorais e uso ético da inteligência artificial.
Com a integração do Lyria 3, o Google amplia o escopo do Gemini e consolida sua estratégia de posicionamento no mercado global de IA criativa.



COMENTÁRIOS