Alcolumbre avalia anular quebra de sigilo

Presidente do Senado diz que ouvirá a advocacia antes de decidir sobre pedido da base governista para invalidar votação da CPMI do INSS contra Lulinha.


Alcolumbre avalia anular quebra de sigilo

O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou nesta terça-feira (3) que pretende decidir nos próximos dias sobre o pedido de anulação da votação que autorizou a CPMI do INSS a quebrar os sigilos bancário, fiscal e telemático de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.


“Estou querendo decidir. Vou ouvir a advocacia”, declarou Alcolumbre ao ser questionado sobre o recurso apresentado por parlamentares da base governista.


Entenda o impasse na CPMI


A quebra de sigilo foi aprovada em votação simbólica — modalidade em que os votos são contabilizados de forma visual, sem registro nominal. Governistas alegam que possuíam maioria no colegiado e questionam a condução do processo.


O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), informou que suplentes não tinham direito a voto na deliberação. Durante a votação, parlamentares favoráveis permaneceram sentados, enquanto os contrários se levantaram. O resultado apontou sete votos contrários, desconsiderando os suplentes.


A decisão agora depende de avaliação técnica e jurídica da Presidência do Senado, que pode manter ou anular o ato da comissão.


Por que Lulinha entrou na investigação?


Lulinha passou a ser citado por parlamentares da oposição após a Polícia Federal apreender mensagens trocadas entre Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e a empresária Roberta Luchsinger.


Segundo as investigações, Roberta — apontada como amiga de Lulinha — teria recebido pagamentos de Antunes para intermediar tratativas junto a órgãos da área da saúde, envolvendo a comercialização de produtos à base de cannabis medicinal.


A empresária foi alvo de operação da Polícia Federal e nega irregularidades na relação com Antunes.


Próximos passos


A decisão de Alcolumbre pode impactar diretamente o andamento da CPMI do INSS, que investiga possíveis irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social. Caso a votação seja anulada, o colegiado poderá ter que deliberar novamente sobre a quebra de sigilo.


O episódio intensifica a disputa política em torno da comissão e amplia a tensão entre governo e oposição no Congresso Nacional.




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