Goleiro Bruno é preso novamente após descumprir regras da liberdade condicional no Rio de Janeiro
Ex-jogador do Flamengo estava foragido há cerca de dois meses e foi localizado em São Pedro da Aldeia após deixar o estado sem autorização judicial
O ex-goleiro do Flamengo, Bruno Fernandes das Dores de Souza, voltou a ser preso na noite desta quinta-feira (7), em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. O ex-atleta estava foragido da Justiça há cerca de dois meses após o benefício do livramento condicional ser revogado pela Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro.
Segundo o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Bruno descumpriu uma das regras impostas para permanecer em liberdade: a proibição de deixar o estado sem autorização judicial. De acordo com o processo, ele viajou ao Acre em fevereiro deste ano, poucos dias após obter o benefício, para atuar pelo Vasco-AC no retorno ao futebol profissional.
A decisão judicial que revogou o livramento condicional foi assinada pelo juiz Rafael Estrela Nóbrega. O magistrado considerou que a viagem representou violação direta das condições estabelecidas pela Justiça e determinou a expedição de um mandado de prisão com validade de 16 anos.
Desde março, Bruno passou a integrar a lista de procurados da Polícia Civil do Rio de Janeiro. A nova prisão aconteceu após troca de informações entre as polícias militares do Rio de Janeiro e de Minas Gerais. Segundo a corporação fluminense, o ex-goleiro não resistiu à abordagem e colaborou com os agentes durante a ação.
Após ser detido, Bruno foi encaminhado para a 125ª Delegacia de Polícia, em São Pedro da Aldeia, e posteriormente transferido para a 127ª DP, em Armação dos Búzios, onde ficará à disposição da Justiça.
Relembre o caso Eliza Samudio
A condenação de Bruno está relacionada ao assassinato de Eliza Samudio, um dos casos criminais de maior repercussão do país. A modelo desapareceu em junho de 2010, após afirmar publicamente que mantinha um relacionamento com o então goleiro do Flamengo e que ele seria pai de seu filho.
Embora o corpo de Eliza nunca tenha sido encontrado, as investigações apontaram que ela foi assassinada. O Ministério Público sustentou que o crime foi planejado. Bruno acabou condenado a 20 anos e 9 meses de prisão pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado.
Na época do crime, o ex-goleiro vivia o auge da carreira no Flamengo. O caso teve grande repercussão nacional e marcou a trajetória do atleta, que sempre negou participação no planejamento da morte de Eliza Samudio.




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