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União Europeia exclui Brasil de lista sanitária e carnes brasileiras podem perder mercado bilionário

Bloco europeu ameaça suspender importações de carnes e produtos de origem animal do Brasil por falta de garantias sobre uso de antimicrobianos na pecuária


União Europeia exclui Brasil de lista sanitária e carnes brasileiras podem perder mercado bilionário

A União Europeia (UE) retirou o Brasil da lista de países autorizados a exportar carne e produtos de origem animal ao bloco europeu a partir de setembro de 2026. A decisão, publicada nesta terça-feira (12), acende um alerta no agronegócio brasileiro e pode comprometer quase US$ 2 bilhões em exportações, especialmente de carne bovina e frango.


Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não apresentou garantias suficientes sobre a não utilização de antimicrobianos proibidos na pecuária. A medida afeta diretamente um dos mercados mais estratégicos para o setor agropecuário brasileiro, já que a União Europeia é atualmente o segundo maior destino das carnes brasileiras em valor, atrás apenas da China. Em 2025, o bloco europeu importou 368,1 mil toneladas de produtos brasileiros, movimentando cerca de US$ 1,8 bilhão.


Entre os produtos mais impactados está a carne bovina, responsável por mais de US$ 1 bilhão em exportações ao mercado europeu no último ano. A carne de frango também teve forte participação, com US$ 762 milhões em vendas. Além das proteínas animais, outros itens como mel, ovos e produtos da aquicultura podem sofrer restrições comerciais.


A UE proíbe o uso de determinados antimicrobianos utilizados para prevenção de infecções e estímulo de crescimento animal. Entre as substâncias apontadas estão virginiamicina, avoparcina, tilosina e espiramicina. Em abril deste ano, o Ministério da Agricultura publicou uma portaria restringindo parte desses produtos no país, mas especialistas avaliam que ainda será necessário ampliar os controles sanitários e os mecanismos de rastreabilidade da produção brasileira.


Especialistas do setor apontam que a decisão europeia aumenta a pressão sobre o agronegócio nacional, principalmente em relação às exigências de compliance sanitário e certificação internacional. Apesar do impacto econômico, a medida não está diretamente ligada ao acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, segundo analistas.




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