Lula defende exploração de terras raras no Brasil e abre espaço para parceria com EUA e China
Presidente afirma que país não abrirá mão da soberania sobre minerais críticos e quer industrialização dentro do território nacional
Foto: Reprodução/Canal Gov O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (18) que o Brasil precisa acelerar o mapeamento e a exploração de terras raras e minerais críticos, destacando que o país está aberto a parcerias internacionais, inclusive com os Estados Unidos, desde que a soberania nacional seja preservada.
Durante cerimônia de entrega de novas linhas do acelerador de partículas Sirius, em Campinas (SP), Lula declarou que espera que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixe de “brigar” com o líder chinês Xi Jinping para que os norte-americanos possam se associar ao Brasil em projetos ligados à exploração mineral estratégica.
O presidente ressaltou que o Brasil possui apenas cerca de 30% do território mapeado em relação às reservas minerais e defendeu investimentos em ciência e tecnologia para acelerar o processo de identificação das riquezas naturais do país.
“Estamos na era das terras raras e dos minerais críticos. O Brasil precisa conhecer melhor o potencial do seu território e utilizar inteligência e ciência para avançar rapidamente nesse setor”, afirmou Lula.
O chefe do Executivo reforçou que o governo brasileiro não estabelece preferência entre parceiros internacionais e citou chineses, americanos, alemães, franceses e japoneses como possíveis investidores. No entanto, destacou que o controle sobre os recursos minerais continuará sendo brasileiro.
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“O Brasil não abre mão da sua soberania. Os minerais críticos são nossos e queremos explorar e industrializar aqui dentro”, declarou.
O tema ganhou relevância global nos últimos anos devido à crescente disputa tecnológica entre China e Estados Unidos. As chamadas terras raras são compostas por 17 elementos químicos fundamentais para a produção de baterias, turbinas, smartphones, veículos elétricos e equipamentos militares.
O Brasil possui atualmente a segunda maior reserva de terras raras do mundo, mas ainda enfrenta desafios para avançar na industrialização e no processamento desses minerais — setor amplamente dominado pela China, responsável por cerca de 90% do processamento global.
Lula também relembrou encontro recente com Donald Trump na Casa Branca, quando afirmou ao presidente norte-americano que os Estados Unidos reduziram investimentos no Brasil, abrindo espaço para o avanço da China no mercado brasileiro.
Além da pauta mineral, o presidente comentou sobre a formação de profissionais no país e criticou a lógica de mercado na escolha dos cursos universitários. Segundo Lula, muitos estudantes de medicina priorizam ganhos financeiros em vez da atuação no Sistema Único de Saúde (SUS).
O presidente defendeu que o Estado invista em educação e ciência para formar profissionais em áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento nacional.








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