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Ebola se espalhou sem controle após falhas em testes e funerais tradicionais no Congo

Atrasos na identificação da doença, erros laboratoriais e práticas culturais contribuíram para avanço do surto que já preocupa autoridades internacionais de saúde.


Ebola se espalhou sem controle após falhas em testes e funerais tradicionais no Congo

O surto de Ebola registrado no leste da República Democrática do Congo ganhou proporções alarmantes após uma sequência de falhas em testes laboratoriais, atrasos na detecção da doença e práticas funerárias tradicionais que facilitaram a disseminação do vírus. As informações foram divulgadas pela agência Reuters e apontam que o número real de casos pode ser muito maior do que os dados oficiais divulgados até o momento.

Segundo autoridades de saúde do Congo, exames iniciais foram realizados com testes calibrados para uma cepa diferente do Ebola, o que comprometeu a identificação precoce da doença. Além disso, amostras enviadas à capital Kinshasa apresentaram falhas no armazenamento e transporte, atrasando ainda mais a confirmação do surto. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a situação como emergência internacional de saúde pública.

O epicentro do surto está na província de Ituri, região marcada por conflitos armados e infraestrutura precária de saúde. Até agora, a OMS contabiliza dezenas de mortes suspeitas e centenas de casos em investigação. Especialistas alertam que o vírus pode ter circulado por semanas sem controle, inclusive ultrapassando fronteiras e chegando a Uganda.

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Outro fator que agravou a crise foi a realização de funerais tradicionais sem protocolos sanitários. Como os corpos de vítimas do Ebola continuam contagiosos após a morte, cerimônias com contato direto contribuíram para a rápida propagação da doença nas comunidades locais. Autoridades de saúde também apontam que cortes em investimentos internacionais fragilizaram os sistemas de vigilância epidemiológica da região.

Especialistas internacionais afirmam que os próximos dias serão decisivos para conter o avanço do surto e evitar uma nova crise sanitária global semelhante às registradas em anos anteriores no continente africano. 




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