El Niño já está ativo e pode se tornar um dos mais fortes da história, alertam meteorologistas
Fenômeno climático provoca preocupação global devido ao potencial de intensificar ondas de calor, alterar regimes de chuva e aumentar eventos extremos em diversas regiões do planeta, incluindo o Brasil.
Reprodução/Sentinel-6 Michael Freilich/Nasa O fenômeno climático El Niño voltou a ganhar força em 2026 e já é monitorado por especialistas de diversos centros meteorológicos internacionais. Dados recentes apontam um aquecimento expressivo das águas do Oceano Pacífico Equatorial, condição que caracteriza o fenômeno e aumenta as chances de que este evento esteja entre os mais intensos já registrados nas últimas décadas.
Segundo projeções climáticas, a formação do El Niño apresenta alta probabilidade de consolidação ao longo do segundo semestre deste ano. O aquecimento das águas do Pacífico altera a circulação atmosférica global, provocando mudanças significativas nos padrões de temperatura e precipitação em diversas partes do mundo.
No Brasil, os efeitos podem variar conforme a região. Meteorologistas alertam para a possibilidade de chuvas acima da média no Sul do país, enquanto áreas do Nordeste podem enfrentar períodos de seca mais prolongados e temperaturas elevadas. Ondas de calor mais frequentes e intensas também estão entre os impactos esperados.
Especialistas destacam que ainda é cedo para confirmar se o episódio atingirá a categoria de “super El Niño”, mas os indicadores atuais reforçam a preocupação. Eventos extremos anteriores, como os registrados em 1982-1983, 1997-1998 e 2015-2016, causaram impactos econômicos e ambientais significativos em vários continentes.
A evolução do fenômeno continuará sendo acompanhada por instituições como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA). Novos boletins deverão indicar com mais precisão a intensidade do El Niño e seus possíveis reflexos sobre o clima brasileiro nos próximos meses.



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