Pesquisa da UFRN desenvolve tecnologia para tornar painéis solares mais leves e flexíveis
Estudo utiliza película protetora para aumentar a durabilidade de células solares de perovskita e ampliar o uso da energia renovável no Brasil.
Foto: Cícero Oliveira – Agecom/UFRN Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte estão desenvolvendo uma tecnologia que pode revolucionar o setor de energia solar ao tornar os painéis fotovoltaicos mais leves, flexíveis e sustentáveis. O estudo, conduzido pelo Laboratório de Tecnologia Ambiental (LabTam/UFRN), busca aumentar a durabilidade das células solares de perovskita, uma alternativa promissora aos tradicionais painéis de silício.
Embora apresentem vantagens como menor peso, flexibilidade e potencial de redução de custos, as células de perovskita ainda enfrentam desafios relacionados à resistência à umidade, ao oxigênio e à radiação ultravioleta. Para superar essa limitação, os pesquisadores desenvolveram uma película protetora produzida a partir de um copolímero sintético, capaz de atuar como uma barreira contra agentes que aceleram a degradação do material.
Outro diferencial da pesquisa é a substituição do chumbo, frequentemente utilizado nesse tipo de célula solar, pelo bismuto. A mudança reduz os impactos ambientais e os riscos à saúde, reforçando o compromisso com soluções mais sustentáveis para a geração de energia limpa. Apesar dos avanços, os cientistas ainda trabalham para aumentar a eficiência energética da tecnologia e aproximá-la das condições necessárias para aplicação comercial em larga escala.
A iniciativa integra uma série de pesquisas da UFRN voltadas ao desenvolvimento de materiais inovadores para o setor de energias renováveis. O objetivo é contribuir para a criação de painéis solares mais acessíveis, eficientes e adaptáveis a diferentes estruturas, fortalecendo o papel do Rio Grande do Norte como referência em inovação e produção de energia sustentável.




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