Protestos contra Trump reúnem milhões nos EUA
Manifestações criticam guerra no Irã, ações do ICE e políticas do governo; mobilizações ocorrem em milhares de cidades e também na Europa.
Crédito: Reuters Milhões de americanos participaram neste sábado (28) de uma série de protestos contra políticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com críticas direcionadas principalmente à condução da guerra no Irã e às operações de fiscalização migratória realizadas pelo Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira (ICE). As manifestações fazem parte do movimento denominado “No Kings” (Sem Reis), que ocorre simultaneamente em milhares de cidades do país.
De acordo com organizadores, mais de 9 milhões de pessoas são esperadas em cerca de 3 mil atos espalhados pelos Estados Unidos. O estado de Minnesota tornou-se o principal foco das mobilizações após episódios relacionados às ações federais contra a imigração, o que intensificou a adesão popular aos protestos.
Além das cidades americanas, manifestações também foram registradas em capitais europeias como Londres, Paris, Berlim e Roma, indicando repercussão internacional do movimento. Nos Estados Unidos, centenas de manifestantes participaram de caminhadas em Washington, passando por monumentos históricos como o Lincoln Memorial, carregando cartazes com críticas ao governo e entoando palavras de ordem contra o atual presidente.
Minnesota se torna epicentro das manifestações
O principal evento nacional ocorreu no Capitólio estadual de Minnesota, em St. Paul, onde organizadores estimam a presença de cerca de 100 mil pessoas. O estado ganhou destaque após a morte de duas pessoas durante ações relacionadas à repressão migratória, tornando-se símbolo de resistência contra as políticas federais.
O ato contou com participação de artistas e figuras públicas, incluindo o músico Bruce Springsteen, que apresentou a música “Streets of Minneapolis”, criada em homenagem às vítimas e aos moradores que participaram das manifestações anteriores. Também marcaram presença nomes como a cantora Joan Baez, a atriz Jane Fonda e o senador Bernie Sanders.
Enquanto os organizadores defendem que os protestos representam um movimento crescente de oposição ao governo, a Casa Branca e lideranças republicanas minimizaram o impacto das mobilizações, classificando os atos como iniciativas impulsionadas por grupos políticos de oposição.
Segundo estimativas dos organizadores, esta é a terceira grande mobilização nacional em menos de um ano, superando os protestos anteriores realizados em junho e outubro, que reuniram cerca de 5 milhões e 7 milhões de pessoas, respectivamente.




COMENTÁRIOS