Banco Central do Brasil congela bens de ex-dirigentes ligados ao Banco Master
Medida atinge ex-sócio e ex-diretor jurídico após liquidação extrajudicial da instituição e impede movimentação patrimonial até conclusão do processo
Foto: Divulgação/Rovena Rosa/Agência Brasil O Banco Central do Brasil determinou, nesta terça-feira (5), a indisponibilidade de bens de Augusto Ferreira Lima e Luiz Rennó Netto, respectivamente ex-sócio e ex-diretor jurídico do Banco Master, instituição ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro. A decisão ocorre cerca de seis meses após a liquidação extrajudicial do banco e impede que os envolvidos vendam ou transfiram patrimônio até o encerramento das apurações.
Na prática, a medida funciona como um “congelamento” de bens e segue regras aplicáveis a administradores de instituições financeiras em regime de liquidação. Segundo o BC, ambos teriam atuado como administradores de fato nos 12 meses anteriores à intervenção. O comunicado foi encaminhado a instituições financeiras, bolsas de valores e entidades de registro de ativos, ampliando o alcance da restrição.
Augusto Ferreira Lima, conhecido como “Guga”, já foi alvo de prisão preventiva no âmbito da Operação Compliance Zero e mantém conexões políticas relevantes na Bahia, com interlocução tanto em setores da esquerda quanto da direita. A indisponibilidade de bens é uma etapa administrativa que busca resguardar possíveis responsabilidades financeiras decorrentes da gestão da instituição.




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