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Indústria do RN reage em março e setor de confecções cresce mais de 100%

Dados do IBGE apontam recuperação parcial da atividade industrial potiguar, impulsionada pelo setor têxtil e pela produção de gás natural


Indústria do RN reage em março e setor de confecções cresce mais de 100%

A indústria do Rio Grande do Norte voltou a apresentar sinais de recuperação em março de 2026, após registrar retração no mês anterior. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional (PIM-PF Regional), revelam crescimento em três dos quatro segmentos analisados no estado, com destaque para o setor de confecções, que disparou 101,2% na comparação com março de 2025.

O segmento de artigos do vestuário e acessórios liderou o avanço industrial potiguar, impulsionado principalmente pela produção de calças, bermudas, shorts, camisas e blusas. Segundo o analista do IBGE, Bernardo Almeida, o desempenho reforça a recuperação gradual da cadeia têxtil no estado. Além das confecções, as indústrias extrativistas cresceram 12,6%, influenciadas pela produção de gás natural, enquanto a fabricação de produtos alimentícios avançou 3%.

Apesar da melhora em parte dos setores, o desempenho geral da indústria potiguar ainda foi impactado negativamente pelo setor de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis, que registrou queda de 21,1% em março. O recuo foi atribuído, principalmente, à redução na produção de óleo diesel, afetando diretamente o resultado consolidado da indústria estadual, que acumulou retração de 5,1% no mês.

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No segmento alimentício, os produtos que mais contribuíram para o crescimento foram balas, confeitos sem cacau e sal refinado e iodado. Já no acumulado do primeiro trimestre de 2026, os números ainda preocupam. As indústrias extrativistas registram queda de 9,5%, enquanto o setor alimentício acumula retração de 7,3%. O setor de combustíveis amarga redução de 30,6%.


A única atividade industrial com saldo positivo no acumulado do ano segue sendo a de confecção de artigos do vestuário e acessórios, com crescimento de 36,9%, consolidando o segmento como um dos principais motores da recuperação industrial potiguar.

Mesmo com a reação observada em março, o Rio Grande do Norte ainda apresenta o pior desempenho industrial do país em 2026, segundo o IBGE, acumulando retração de 19,2% no primeiro trimestre. A pesquisa acompanha indicadores de curto prazo das indústrias extrativas e de transformação em 17 estados brasileiros e em toda a Região Nordeste. A próxima divulgação está prevista para o dia 10 de junho.




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