Desemprego cresce em 15 estados no 1º trimestre de 2026, aponta IBGE
Pesquisa revela aumento da desocupação em parte do país e mostra que mulheres, pretos e pessoas com menor escolaridade seguem mais afetados pelo mercado de trabalho.
Foto: Agência Brasil A taxa de desemprego aumentou em 15 estados brasileiros no primeiro trimestre de 2026, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (14). A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua aponta que a taxa de desocupação no Brasil ficou em 6,1% no período, com destaque negativo para o Amapá, que registrou o maior índice do país, com 10%.
Na sequência aparecem Alagoas, Bahia e Pernambuco, todos com taxa de 9,2%. Já os menores índices foram registrados em Santa Catarina (2,7%), Mato Grosso (3,1%) e Espírito Santo (3,2%). Entre os estados que tiveram maior aumento no desemprego estão Ceará, Acre e Tocantins.
De acordo com o IBGE, fatores como industrialização, escolaridade e desenvolvimento econômico influenciam diretamente o comportamento do mercado de trabalho nas regiões brasileiras. O levantamento mostra ainda que mulheres seguem mais afetadas pela desocupação, com taxa de 7,3%, enquanto entre os homens o índice ficou em 5,1%.
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O estudo também evidencia desigualdades raciais. A taxa de desemprego entre pessoas pretas foi de 7,6%, enquanto entre pardos chegou a 6,8%. Já entre brancos, o percentual ficou abaixo da média nacional, em 4,9%. Na análise por escolaridade, quem possui ensino médio incompleto apresentou a maior taxa de desocupação: 10,8%.
Outro dado que chama atenção é a informalidade no mercado de trabalho. Segundo o IBGE, 37,3% da população ocupada atua de maneira informal no Brasil. O Maranhão lidera o ranking, com 57,6%, seguido por Pará e Amazonas. Em contrapartida, Santa Catarina apresentou a menor taxa de informalidade do país, com 25,4%.
A pesquisa aponta ainda que o número de brasileiros procurando emprego há mais de dois anos caiu 21,7% em relação ao mesmo período de 2025, totalizando 1,1 milhão de pessoas no primeiro trimestre deste ano.





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