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Risco de novo desastre nuclear volta ao debate após tensões em usinas na Ucrânia e no Irã

Especialistas apontam que falhas únicas de Chernobyl dificilmente se repetiriam, mas alertam para riscos em cenários de guerra

Adaptado de https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/05/03/quais-as-chances-de-um-novo-desastre-nucle
Risco de novo desastre nuclear volta ao debate após tensões em usinas na Ucrânia e no Irã Foto: Alexander Ermochenko/ Reuters

Quarenta anos após o maior desastre nuclear da história, ocorrido em Chernobyl, em 1986, o temor de uma nova catástrofe voltou ao debate internacional diante dos conflitos armados envolvendo Ucrânia e Irã. A preocupação cresce especialmente em torno da usina nuclear de Zaporizhzhia, a maior da Europa, que já enfrentou interrupções no fornecimento de energia durante a guerra.

Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), situações como perda total de energia externa exigem o acionamento imediato de geradores de emergência para manter os sistemas essenciais de segurança. Apesar das tensões atuais, especialistas afirmam que as condições que levaram ao desastre de Chernobyl foram muito específicas e dificilmente se repetiriam nos modelos de reatores atuais.

O acidente de 1986 foi resultado de uma combinação rara de fatores: falhas estruturais no projeto do reator do tipo RBMK, decisões operacionais inadequadas e erros humanos durante um teste de segurança. Diferentemente desse modelo, os reatores mais modernos, como os do tipo VVER, utilizam sistemas que tendem a se autoestabilizar e contam com estruturas de contenção reforçadas, projetadas para limitar a liberação de material radioativo em caso de falhas.

Mesmo com avanços tecnológicos, o risco de acidentes graves não pode ser totalmente descartado. Em cenários de guerra, como os registrados na Ucrânia e nas tensões envolvendo o Irã, especialistas alertam que ataques ou falhas prolongadas podem comprometer sistemas de segurança e aumentar a probabilidade de incidentes, ainda que com impacto geralmente mais localizado do que o ocorrido em Chernobyl.

Outro exemplo recente é o acidente nuclear de Fukushima, em 2011, no Japão, provocado por um terremoto seguido de tsunami. Embora tenha sido classificado no mesmo nível de gravidade que Chernobyl, o impacto foi mais controlado devido à existência de estruturas de contenção modernas, o que reduziu a dispersão de material radioativo.

Especialistas reforçam que, apesar do aumento das tensões geopolíticas, a probabilidade de um desastre com as mesmas proporções de Chernobyl é considerada baixa. No entanto, a manutenção da segurança nuclear continua sendo um desafio global, especialmente em regiões afetadas por conflitos armados e instabilidade operacional prolongada. 




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